Conheça a CPV

 HISTÓRIA DE VIDA RELACIONAL EM VIÇOSA 

3ª Igreja – Comunidade Para Vida 

CPV – 25 anos (desde 18-junho-2000) 

Relembrando que a partir do 1º Congresso de Lausanne na Suiça em 1974, ocorreu um forte Reavivamento Espiritual, gerando um tempo de grande aprendizado da liderança e do Conselho com os presbíteros da IPV, num bom tempo sob a liderança do “Reve” Elben César (1930-2016), que teve grande influência no pastoreio, como um grande líder.

Apesar de poucos jovens na década de 1950 e início dos anos 60, aconteceram encontros de conversas desafiantes e análises históricas das perseguições das primeiras missões, com os diversos alunos formados a partir 1955, que se encontravam no prédio principal da UFV, num mergulho de forma trina integral como: 1- Corpo (físico, afetivo, relacional e ambiental), 2- Alma (oração  com Jesus, pelo Espírito) e 3- Mente (coração, emoções, hábitos e ações). – Atos 1.8 e Mt 28.19-20.

1965 – A IPV foi organizada como igreja e se reunia ao lado do Balaústre na Av. Bueno Brandão, numa pequena casa construída em mutirão por alguns estudantes universitários, como Daison Olzany e outros, mas antes disso, se reunia no início da Rua Benjamim Araújo, numa sala alugada que foi usada na década de 1940 pela Junta Batista de Missões.

1968 – O Jornal Ultimato num tabloide de oito páginas, impresso pela Editora Betânia, que depois de 8 anos se tornou Revista pela Editora Ultimato, e em 1993 começou também com a publicação de livros, priorizando autores brasileiros, com grande distribuição em formato impresso e digital.

1976 – A IPV mudou-se para sua nova sede na Av. PH Rolfs, realizando o sonho de se construir uma sede mais próxima da UFV, com o início das construções nos anos de 73-74, gerando crescimento com maior acolhimento, mantendo evangelismo nos diversos bairros, que se tornou empolgante na colaboração e participação dos estudantes da UFV. Relembro com gratidão, que eu fui acolhido e discipulado pelo “Reve” como estudante, assumindo a direção da mocidade-abu, diaconia, tesouraria, construções, diretoria ultimato, presbiterato e casando com Edna em abril de 1980.

Vários locais foram apoiados aos domingos, com a participação em grupos de estudantes, caminhando pelos bairros, Vale do Sol, Morro Rebenta Rabicho, Morro do Cruzeiro, Vila Secundina UFV, Rua do Pintinho, próximo ao Tiro de Guerra, onde o Fábio Cunha (da Jardélia) era criança na época, facilitando o conhecimento e a presença na cidade, quando se conseguiu um ônibus especial, que circulava pelos bairros Cantinho do Céu e Vale do Sol, trazendo famílias e crianças para a ED na IPV.

No Cantinho do Céu, hoje Bairro Santo Antônio, o Sr. Argemiro Gonçalves construiu uma Capelinha para encontros de estudos bíblicos, com os vizinhos e suas crianças, onde a Eva Ferreira (do Ricardo) era criança na época. Mais tarde a IPV adquiriu lotes nos Bairros Vale do Sol e Nova Viçosa, sonhando com a plantação de novas frentes de atuação com Jesus no entorno de Viçosa, com as famílias nativas.

Com o lançamento e a criação do novo Bairro João Braz, quando existia algumas famílias residindo no antigo distrito de Silvestre, aconteceram encontros com bons planos para a região, surgindo a decisão por doação do Sr. Argemiro, de vender o lote da Capelinha no Cantinho do Céu, gerando a aquisição dos dois (2) lotes na Rua Tiradentes 95, no novo Bairro João Braz, facilitando ampliar as ações na região.

1980 – A Rebusca, foi organizada e estruturada na sede da IPV, numa Associação Assistencial, para atendimento às famílias e crianças carentes da cidade, atuando no Vale do Sol, sendo o agrônomo recém formado, presbítero e hoje Pr Jony Wagner, o primeiro Coordenador da Associação criada, quando eu pude iniciar trabalho pela UFV, na ajuda pela criação do “Agros” previdência e “Funarbe” supermercado e laticínios, com a esposa Edna que coordenou a captação de recursos na Rebusca por 20 anos.

1983 – O CEM, fundado e organizado numa Associação Religiosa, para treinamento de estudantes e profissionais, como todos somos chamados, missionários na sua profissão, teve seu início na IPV, depois pensando numa casa do estudante num lote próximo, onde hoje é o Ultimato, que foi vendido conseguindo comprar o espaço atual. Em quatro anos se iniciou as construções dos prédios de aulas, biblioteca, alojamentos, refeitório, casas e apartamentos, numa área rural de 15.500 m2, quando também eu pude assumir com o “Reve” a gestão administrativa e financeira, depois como presidente do conselho, mais tarde ficando eleito presidente emérito. Saindo da IPV a Escola assumiu a nova sede física no início dos anos 1990, na exata divisa com a UFV, numa estrada básica “ruim” de terra em torno de 900 metros da zootecnia, hoje tudo asfaltado e com passeios para ciclistas e pedestres, surgindo muitos condomínios na região.

1986 – Organizou-se a segunda Igreja, no Bairro Vale do Sol, onde a Rebusca atendia as famílias daquela região e funcionava a congregação, agora IPVSol. Foi quando eu pude iniciar o projeto em 1987, com a família com 3 filhos, mudando de residência da Rua dos Estudantes, para o Chalé no João Braz, nascendo a 4ª filha em 88.

1990 – No Bairro João Braz, aconteceu alguns encontros com crianças aos sábados no Clube Cabana Rodas, com a Márcia Barreto, Jussara Sant’anna e outras voluntárias.

Nasceu um Grupo Pequeno familiar de convivências, gerando diálogos abertos de comunhão, relacionamentos e evangelização, na direção da conversão para maturidade e da maturidade para o serviço, havendo pesquisas de ideias e necessidades com os moradores da região, num projeto com estudantes da UFV, coordenado pelo Pr Cláudio Marra.

Iniciou os estudos semanais abertos, na garagem do Sr Edson Alves, na Rua Sto Antônio 48, seguindo no ano de 2.000 para um acampamento depois de P.Nova, para analisar e criar envolvimentos na formação do Ponto fixo, como uma congregação na região Joao Braz.

2000 – Na estratégia do relacionamento coletivo, surge o “ponto fixo” que depois se torna Congregação da IPV, sendo alugado o salão e terraço na Rua Jequerí 215, em 18 de junho, celebrando num culto, seguido do almoço com mais de 200 pessoas no Clube Cabana Rodas.

Sob a consciência do chamado missional, do comissionamento de Jesus no modelo integral e transcultural, por uma espiritualidade trinitária em relacionamentos pessoais, com empatia e companheirismos em ComUnidade, no objetivo de acolher as famílias nativas da região, tendo várias comissões para oração diária, e jejum semanal em escalas das famílias, valorizando os relacionamentos no entorno da mesa, sentindo a forma exposta em Atos 2.46-47.

2001 – Num grande movimento aberto a toda ComUnidade, aconteceu em outubro, a (1ª) primeira Festa da Criança, fechando toda a Rua Jequerí, com histórias bíblicas, brincadeiras e muito lazer, tendo a ajuda da prefeitura, polícia e amigos vizinhos.

Um novo tempo precioso com alunos do CEM e em especial com o Pr Cácio Silva e esposa Elisângela, com o apoio da 8ª IpBH durante 3 anos, quando saiu para missão na Amazônia, com o apoio da CPV, depois dos encontros para capacitação da liderança local, discipulados com Jesus, fortalecendo a visão do profissional na missão em pequenos grupos integrados, denominados Núcleos Familiares, depois de vários eventos realizados em Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, facilitando a criação da 3ª Ip de Viçosa – CPV.

Professor na Engenharia Civil da UFV, recém convertido num Núcleo Familiar, João Tinoco, ex-morador no parque do Ipê em Silvestre, tornou-se aluno do CEM, hoje pastor aposentado está morando em Vila Velha.  Ele ofereceu seu terreno rural na ‘Violeira’ de 11.000 m2, em troca pelos dois lotes na Rua Tiradentes 95, com a aprovação da Assembleia Geral da IPV, pensando na continuidade do projeto, que em seguida numa boa negociação com o Clube Campestre, se conseguiu abrir uma entrada pela frente na Av. Quinquim Fontes 450, transferindo para o Clube, dois m2 para cada um m2, garantindo a nova entrada para o terreno, pelo Joao Braz. 

Tinoco disse que ouviu pela primeira vez sobre Missão integral na CPV e implantou o Projeto Agua Viva, que hoje já alcançou mais de 100 comunidades, plantando mais de 40 igrejas, para 16 diferentes denominações em todos os Estados do nordeste, com cerca de 750 pessoas treinadas em Missões, em trabalhos técnicos, profissionais e sociais, como fruto da visão do CEM e da CPV. 

2002 – Iniciou a ocupação com a terraplenagem e preparo do terreno, com as cercas das divisas, garantindo o espaço apropriado, além das 44 árvores plantadas, seguido da Construção do Quiosque, numa área de convivência relacional, sob a coordenação de Fernando Baeta, Almir Colpany e outros.

Um mutirão das famílias reunidas, no feriado de 15 de novembro-2002, houve o lançamento da Pedra Fundamental, com o plantio em mutirão das 44 árvores, com os cuidados diários pelo sr. Edson Alves, que se encontrava com os vizinhos idosos em jogos de boliche, visando a futura construção da nova sede, tendo iniciado o projeto com ampla discussão na coordenação do Fernando Baeta.

Nos estágios de alguns alunos do CEM, puderam acolher os Quilombolas no Bairro Buieié, que hoje são assistidos pela Assembleia de Deus. Alguns dos ex-Alunos do CEM, foram acolhidos e apoiados pela CPV com parte do seu sustento, sendo o Pr Cácio Silva para os indígenas no norte da Amazônia, Eduardo para o Quirquistão, Emeric para Escócia e Jocicarlos para Alto Paraíso, além de outras famílias, tipo Fazedores de Tendas, para vários pontos do País influenciando Grupos Pequenos, como o Henrique e Dilcimar para  Brasília, Wiliam e Jussara para Aracaju, Almir e Beatriz para Ubá, Wiliam e Isméria para Colatina, Wagner para Chapadão do sul, Stanley e Cinthia para Recife, Kézia e Beto para Goiânia e Angélica Andrade para São Gotardo, que ajudou facilitando a plantação de uma igreja na cidade.

2005 – Foi o 1º ano da CPV como terceira igreja de Viçosa, com o forte apoio do Pr Paulo Leal, professor da nutrição na UFV, com sua liderança coletiva, motivadora e bem compartilhada entre os líderes internos, fortalecendo o foco no Norte Único Compartilhado, no objetivo da ComUnidade, com o apoio em discipulados na convivência relacional e muitas caminhadas pelo entorno, conhecendo presencial toda região.

2008 – Chegou o Pr Hélio Siqueira, ex-aluno do CEM, primeiro pastor em tempo integral, que em quatro anos de trabalho intenso, fortificou os relacionamentos em discipulados e comunhão relacional, acompanhando e capacitando bons líderes, em famílias de geração integrada, entre adultos, adolescentes, jovens e crianças.

2009 – Aconteceu a desejada mudança física do local, ocupando a nova sede definitiva da CPV, sempre voando em 2 asas, numa frequência com mais de 110 pessoas participativas e em 12 núcleos de convivência, para o discipulado e evangelismo do vizinho até 2010.

2011 a 13 – Surgiu uma forte divisão de ideias e conceitos, contaminando todos os envolvidos, tendo a intervenção do presbitério, quando gerou separações, divergindo-se do foco básico da plantação em 2000, na  forte motivação por e com Jesus, saindo o Pr Helinho de volta para sua cidade.

2014 – Chegou o 3º pastor, Pr Salatiel, para cuidar da vida familiar na espiritualidade centrada em Jesus nos Núcleos Familiares, acolhendo as famílias nativas da região, quando  conheceu e firmou seu propósito pela história da CPV, lendo as exposições na web  ‘cpv.org.br’ e outros meios.

Junho 2025, dia 18 – 1/4 de século do nascimento físico ou 25 anos do Ponto inicial da CPV.

(Edna e Edgard, eleito Pb. Emérito da CPV e Presidente emérito do CEM). 

Uma ComUnidade Relacional, acolhedora, transformadora com vivência Bíblica em pequenos grupos nas casas